Androgênios são os principais hormônios do corpo masculino, com a testosterona à frente, ao lado de outros como a androstenediona e a DHEA. Mas não são exclusivos dos homens: circulam também no organismo feminino, em quantidade bem menor. Nos dois sexos, em níveis equilibrados, participam da libido, da massa muscular, da saúde dos ossos e da disposição.
No homem, os androgênios são o hormônio predominante e sustentam boa parte dessas funções. Na mulher, existem em dose pequena, e o incômodo costuma aparecer quando ficam em excesso ou muito ativos. A situação mais comum no consultório é a síndrome dos ovários policísticos, a SOP, em que os ovários produzem androgênios acima do esperado.
Como o excesso se manifesta
Na mulher, a acne adulta é um dos sinais mais frequentes: aquela que insiste na região do queixo e da mandíbula mesmo depois dos vinte e poucos anos. Outro é o hirsutismo, o crescimento de pelos grossos e escuros em áreas de padrão masculino, como buço, queixo e abdômen. E há também a queda de cabelo no couro cabeludo, num padrão que afina os fios principalmente no topo da cabeça. Nem toda pessoa tem todos esses sinais ao mesmo tempo, e a intensidade varia bastante.
Por que entender isso importa
Reconhecer que acne teimosa, pelos e queda de cabelo podem ter uma raiz hormonal em comum muda a forma de cuidar. Em vez de tratar cada sinal isoladamente na estética, a avaliação endocrinológica busca entender o que está acontecendo por trás. Os androgênios elevados costumam vir acompanhados de outras questões, como alterações no ciclo menstrual e na sensibilidade à insulina, e olhar pro conjunto ajuda a definir o melhor caminho de cuidado, sempre individualizado.
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