Glicose é o açúcar que circula no sangue e funciona como o principal combustível das células. Ela vem em boa parte do que você come e é o que o corpo queima para ter energia, do cérebro ao músculo. A concentração de glicose no sangue tem um nome próprio: glicemia. Quando alguém fala em "açúcar no sangue", é dela que está falando.
Talvez você só associe a glicose a exame de jejum ou a quem tem diabetes. Mas ela é uma protagonista do dia a dia de qualquer corpo. Sobe depois de uma refeição, desce conforme o corpo a usa, e o organismo trabalha o tempo todo para mantê-la dentro de uma faixa de equilíbrio. Esse vai e vem é normal. O que importa é o quão bem o corpo administra esse movimento.
Quem regula a glicose
A peça central nesse controle é a insulina, o hormônio que abre a porta para a glicose entrar nas células. Depois de uma refeição, a glicemia sobe e a insulina entra em cena para colocar esse açúcar para dentro, devolvendo o sangue ao equilíbrio. É uma engrenagem que, funcionando bem, passa despercebida.
O problema começa quando essa engrenagem perde eficiência. Na resistência à insulina, as células respondem mal e o pâncreas precisa produzir cada vez mais hormônio para controlar a mesma glicose. Por um tempo, a glicemia se mantém na faixa esperada à custa desse esforço extra. Quando ele deixa de bastar, a glicose começa a subir, e é aí que aparecem o pré-diabetes e, mais adiante, o diabetes.
Por que olhar além do número de um dia
A glicemia de um exame isolado conta só um pedaço da história. Ela é uma foto de um instante, e oscila com sono, alimentação, estresse e horário. Por isso a glicose raramente se lê sozinha. Ela faz parte de um quadro maior, ao lado da resistência à insulina, da síndrome metabólica e do acúmulo de gordura no fígado, condições que conversam entre si.
O corpo administra melhor a glicose com sono, movimento, composição corporal e alimentação que sustenta o músculo, que é um grande consumidor desse açúcar. Não se trata de cortar tudo o que tem açúcar, nem de mirar só a balança. Vale entender como o seu corpo lida com a glicose quando os sinais começam a se somar, e esse entendimento começa por olhar o corpo de perto, em consulta.
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